O som alternativo da banda contagense Quase Solo

Quase Solo
Quase Solo aposta no som autoral e prepara novo vídeo clipe e 1º disco

O caminho é estreito, as adversidades aparecem e a jornada é longa, mas não são motivos que desanimem a banda de Contagem Quase Solo (QS) a trilhar a estrada da música. Inspirados em nomes como a bandas Muse, Vivendo do Ócio, Medulla, Cícero e o guitarrista/produto musical, John Frusciante (ex-Red hot Chili Peppers), os rapazes apresentam um som próprio com potencial e qualidade. O estilo alternativo, com pitadas de rock e experimental, dá um som interessante produzido pelo quarteto, que se intitulam Quase Solo por tocarem numa sincronia de parecer uma pessoa. A formação atual da banda tem Luiz Brasil (bateria e vocal), Marcos Vinicius (guitarra e vocal), Marcos Felipe (baixo) e Matheus Lotte (guitarra). O grupo é de Contagem, porém a cidade apresenta uma cena rock/alternativa fraca e sem espaço para bandas com músicas próprias. O negócio é colocar os instrumentos no porta malas do carro e buscar oportunidade em outras terras, como Belo Horizonte e interior de Minas.

INDEPENDENTE


A banda está na estrada há três anos, possui muita coisa na internet como as primeiras músicas em áudio, vídeoclipes, fotos, redes sociais e já preparam em breve o lançamento do primeiro disco da banda. “Temos dois compactos que totalizam quatro musicas e estão disponíveis nas contas da banda no Soundcloud e Youtube”, explica Marcos Felipe. A proposta de ultrapassar os limites e compartilhar com o mundo as histórias e o potencial da banda, que surgiu em 2012, se expande com a preparação de mais duas músicas: Vago e o vídeo clipe de Rua 3 Número 5, em fase final de edição. Os integrantes da QS batalham no meio musical com produção independente, tanto que decidiram montaram o próprio estúdio no bairro JK, inclusive alugam para ensaios e gravações de outras bandas. Esforço que concluem que ser músico no Brasil é assumir um enorme desafio, em Contagem isso se multiplica ao quadrado. Então, colocar a mão na massa e auto se produzir é o melhor caminho para quem busca se consolidar no meio musical.

A maioria das gravações de vídeos, fotos e músicas da QS a produção é independente. Na verdade, os integrantes não escondem a mensagem que querem enviar, seja independente ou produzidos, eles convocam as pessoas a abandonarem os conceitos e padrões já estabelecidos pela sociedade e seguirem em frente. “Acreditamos que a música é a melhor forma de se propagar, espalhar, destacar valores, mensagens e, acima de tudo, transmitir as pessoas algo que acrescente, que dê ou faça algum sentido em sua jornada”, diz o trecho do texto na conta da banda no site www.tnb.art.br/rede/ quasesolo.

quasesolo1SHOWS

Segundo o baixista da QS, Marcos Felipe, a banda tem realizado uma média de três shows por mês, muitos poucos em Contagem. Para os músicos que participam com freqüência de encontros e festivais de bandas autorais, o mais legal é quando o público reconhece o trabalho deles: “Quando a gente vê as pessoas, que não nos conhece direito cantando nossas músicas, percebemos que vale a pena lutar pelo nosso som”, coloca Marcos. O baixista frisa ainda que a conexão da QS sempre é tocar as músicas autorais. Para conhecer mais da Quase Solo e saber da agenda de shows basta procura-los pelas mídias sociais.

Por Victor Machado

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