Uma volta ao passado rock de Contagem com a Urbi Et Orbi

Muitos falam que o rock morreu. Isso acontece já há muito tempo, muito mesmo! Desde os anos 80, em plena efervescência do rock nacional e com diversos artistas de todo o mundo explodindo nas rádios, essa frase ecoava de quando em vez em vários papos filosóficos sobre a música e seus caminhos. Enlatado! Lixo! Subproduto! Muitos eram os brados contra a música que renovava e acontecia nas paradas de sucesso das emissoras daquela época. Na verdade, essa história de que o que é novo não presta vem de mais longe ainda, sempre aconteceu. Foi assim com o próprio surgimento do rock na década de 50.

Arte do convite do show no Contagem Tênis Clube e 1991
Arte do convite do show no Contagem Tênis Clube e 1991

Em Contagem, já nos anos 90, a Conexão Contagem Alternativa promoveu um show que ficou na história para muitos que acompanhavam as bandas da cidade. O evento foi gravado como parte  do clipe das bandas que se apresentaram naquela noite e se tornou uma relíquia da cena rockeira do município. O motivo disso é que ele traz imagens muito legais, não só do C.T.C., como de vários outros pontos que fizeram a cabeça dos baladeiros da época.

Infelizmente, grande parte do material se perdeu com o tempo, uma pena! Entretanto, o vídeo da Urbi Et Orbi, uma das bandas da noite, é um dos mais ricos em se tratando de imagens de Contagem e de seus “points” naquele momento. A eterna Foccus Disco Show, o próprio Contagem Tênis Clube, o Cine Teatro de Contagem, a antiga e abandonada estação ferroviária do bernardo Monteiro,  praças, ruas e bairros, entre outros, inclusive com tomadas aéreas, podem ser vistas no clipe da banda.

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Verso do convite para o show no Contagem Tênis Clube e 1991

Com direção de elenco e roteiro de Gesner Perion Avancini, edição de Lúcia Casasanta, fotografia e direção de imagens de José vanucci Neto, a obra conta ainda com as atrizes Iolene De Stéfano e Clébia Vargas, além da banda. No vídeo podemos conferir 3 músicas do repertório da banda que se seguem como sendo um único clipe. Pétalas de Sol, com letra do do próprio Gesner, Êxodus, escrita por Wilson Ávila e Flores Mortas, do poeta Luka, remetem o expectador a uma viagem no tempo pela obra musical e pela cidade. Nos créditos ainda podemos conferir Troca, um rockabilly pra lá de legal que acompanha as letrinhas finais.

Apesar das várias locações, o clima mágico que o roteiro cria prende quem assiste ao filme do início ao fim, seja pelo som contagiante da Urbi Et Orbi ou pela nostalgia  e atitudes das imagens que desafiam a memória. É imperdível porque, para alguns (muitos) jovens dali, não somente o rock estava vivo, como fazia parte do melhor de suas vidas. Precisavam dele para extravasar sua criatividade e energia e encontravam nas várias vertentes daquele som um furação de sentimentos e possibilidades que os impulsionava. Se o rock morresse não haveria canções de protesto e a rebeldia explosiva de suas almas encantadoramente poéticas não seria a mesma.

Hoje, após tantos anos, muitos são os que fariam tudo para que o tempo voltasse. Revendo fotos ou ouvindo canções, encontrando antigos amigos ou velhas lembranças perdidas na memoria, a nostalgia toma conta de quem viveu grande parte de sua juventude ouvido distorções e drives. Os tempos mudaram e é vida que segue, isso é fato. Agora, quando o assunto é música, sempre vem aquela vontade mirabolante e utópica em muita gente: trocar o último modelo de smarphone pelo primeiro acorde do rock’n’roll.

Confira aqui o clipe da Urbi Et Orbi:

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