Funky You!! O Jack Bóris está na área!!

1-IMG_2773O nome é Thomás Tameirão Tângari, mas para facilitar a amizade ele é conhecido como Tom, que fica de melhor tamanho. Nasceu e foi criado em Diamantina/MG numa família, segundo ele mesmo, “totalmente imersa em música”, onde começou sua influência e amor por essa arte. Ao som de Beatles, Raul Seixas e sons de viola caipira de Renato Teixeira e Almir Sater, entre outros, viu o irmão e os primos aprenderem primeiro a tocar (ele é o caçula) até que o pai,  vendo o interesse do filho, deu seu primeiro violão aos 12 anos de idade.

A partir daí foi só musica na cabeça e, consequentemente, novas influências ajudaram na formação da musical e na atitude do vocalista da Jack Bóris, banda mineira da cidade de Diamantina que acaba de desembarcar em Belo Horizonte para alçar novos voos.

Segundo Thomáz, o Tom, a primeira banda teve aos 15 anos de idade, com amigos,  fazendo o típico e necessário som na garagem de casa. Assim permaneceu por anos em vários projetos musicais tocando em Diamantina e região. A JACK BÓRIS veio em 2009, resultado da fusão de 2 bandas da cidade.

Com essa nova fase veio naturalmente e, gradativamente, a evolução em relação à música e todo o universo que ela proporciona. Começaram a chegar as composições próprias, os shows ficaram mais frequentes e veio a real preocupação com o projeto, tornando-se sonho e objetivo do grupo: ser feliz fazendo o que gosta!

Ele conta que essa crescente responsabilidade fez com que ele, em 2015, largasse o curso de engenharia que fazia na UFVJM e desembarcasse em BH com a Jack Bóris. “E de agora pra frente o grupo vive totalmente esse universo da banda”, conta ele sonhando em espalhar seu som para cada vez mai pessoas.  O músico declara ainda estar curtindo cada momento que é viver a música 100%.

O portal Conexão Contagem Alternativa foi atrás dessa história desafiadora que é viver de música com a cara, a coragem e, claro, o talento. Numa entrevista virtual onde o aperto de mão se deu no reconhecimento de que o desafio é o que nos mantém felizes e ativos, ficamos sabendo os detalhes e as aventuras desses caras que ousaram deixar suas guitarras gritar mais alto que seus medos.

Com vocês, Jack Bóris!


Qual é a história da banda? Como foi o início e quanto tempo de estrada.

O JACK BÓRIS nasceu em meados de 2009 em Diamantina e de lá para cá temos muita história para contar. Percorremos uma grande estrada fazendo shows em várias cidades de Minas Gerais. Gravamos um EP em 2011, o qual consideramos nossa primeira demo. Em 2012 e 2013 gravamos alguns singles enfatizando a nossa região. Já em 2014 lançamos o CD Funky You, nosso principal trabalho até o momento. Nesse momento, 2015, estamos finalizando a divulgação desse último álbum que trouxe consigo o envolvimento de pessoas super bacanas que ajudaram na produção de todo esse projeto e, consequentemente, expandindo o nome da banda. Paralelamente à finalização dessa turnê já começamos a produção de um novo CD.

Qual a formação da banda atualmente?

A banda já trocou algumas vezes de formação. Muitos amigos passaram e deixaram de alguma forma sua marca e contribuição para o som que fazemos hoje. Nossa  formação atual sou eu, Matheus e Rodrigo, e estamos muito fortes e focados no mesmo objetivo, além de estarmos curtindo muito. Isso sem dúvidas faz com que a coisa ande!

Porque Jack Boris?

JACK BÓRIS veio da junção de duas bandas do cenário do rock na região de Diamantina, “Os Bóris”, nome que veio do meu cachorro, e “Black Jack” (Banda que se originou na UFVJM) encerraram as atividades para fazer a fusão que deu origem ao nome atual.

Como é a cena rock daquela região e porque adotaram BH? Como foi essa transição?

O cenário do Rock na região de Diamantina, apesar de não ser muito grande e numeroso, tem adeptos muito fiéis.
Juntamente com outras bandas, montamos uma espécie de resistência e sobrevivemos por muitos anos tocando somente Rock’n Roll por lá e nos divertindo muito também, é claro! A ideia de ir para BH vem nos perseguindo à muito tempo mas só tomamos a atitude de vez quando vimos a necessidade real de dar um maior passo para nossa música. Escolhemos então a capital mineira pelo fato de ser uma transição natural, considerando que já tocávamos aqui diversas vezes e de já existir um, mesmo que pequeno, público cativo do JACK. Olhamos também o lado de que não perderíamos a conecção com nossa região.

Vocês se enquadram em algum estilo musical específico?

É muito complicado as denominações musicais. A música se ramificou de tal forma que foram criados padrões muito específicos para um artista seguir. Achamos difícil e, particularmente, não gostamos de rotular o nosso som. Temos influências bem diversificadas em vários estilos, refletindo diretamente na nossa música. De forma ampla, somos definitivamente uma banda de Rock.

Quais são as influências musicais da JB.

Temos muitas influências diferentes e cada integrante trás um pouco de sua própria bagagem musical para a banda desde um rock mais pesado até um MPB, passando por todo tipo de música boa, fazendo assim uma grande mistura de estilos. Para nossos novos trabalhos estamos nos inspirando muito em sons com bastante groove e energia.

Com relação às decisões, como são tomadas?

As decisões são sempre tomadas em grupo. Conversamos muito, discutimos e achamos que sempre é bom ter esse conflito de opiniões para surgirem as melhores ideias.

Como é a rotina de ensaios? O pessoal leva a sério ou tem muito tombo?

Haha, sem tombos! A galera leva a sério sim, temos uma rotina de ensaios de pelo menos um dia na semana e em projetos novos sempre rola mais ensaios para o som ficar bem redondo.

Quais as maiores dificuldades de uma banda de rock autoral?

Acho que hoje em dia a maior dificuldade de uma banda nova de rock autoral é fazer com que a sua música chegue até os ouvidos das pessoas. Em meio a esse turbilhão de informações vindo de todos os lados que temos hoje, é difícil a sua música se destacar e ser ouvida pelas pessoas certas, seus possíveis fãs, além da resistência que muita gente tem em ouvir bandas novas e ficar sempre preso no passado, o que achamos ser um dos principais problemas que o rock enfrenta hoje no mundo. A galera precisa ouvir banda nova!

Quais os registros de trabalho a banda já gravou?

Em 2011 gravamos uma EP/DEMO chamado “Por Onde Passa o Trem”, foi nosso primeiro trabalho gravado em estúdio. Em 2014 gravamos o disco “FUNKY YOU”. Entre eles lançamos alguns SINGLES enfatizando os costumes de diamantina e o estilo de vida universitário. No momento estamos trabalhando com o Funky You e temos lançados vários videoclipes de suas músicas. Paralelamente fazemos a pré-produção de nosso novo álbum!

Quais canções são mais pedidas.

Temos duas músicas bem conhecidas pelos lados de Diamantina e região e sempre que fazemos shows por lá não podemos deixar de tocá-las. As músicas se chamam “Eu Sô de Diamantina”e “Bicho Doido”. Outra música que gostamos muito de tocar e que felizmente a galera já está sabendo cantar é “VÍCIOS”, nossa música de trabalho do último disco.

Vocês conhecem bem a cena musical da RMBH? Quais bandas e/ou artistas você destacaria?

Sim, já conhecemos uma galera boa e agora que também fazemos parte dessa cena estamos a cada dia, conhecendo mais bandas boas. Podemos destacar algumas que já conhecemos e que estão fazendo um ótimo trabalho, como: Senhor Kalota, Verbo Vitrola, Espigão, Gabi Mello, Jowpah, Zimun e muito que ainda queremos conhecer.

Como você vê a eterna disputa cover X autoral?

Não deveria haver essa rixa. Realmente as bandas autorais precisam de mais espaço e valorização do têm hoje, a galera precisa ouvir as bandas novas para que a música boa e o rock não fiquem apenas no passado. Porem achamos que cada banda escolhe o caminho que quer seguir. Sem disputas, cada um com seu espaço.

Algum show merece ser destacado?

Cada show é especial de sua maneira e sempre damos o nosso melhor. Os shows grandes que dividimos o palco com artistas consagrados sempre ficam marcados e nos ensinam algo mais, por exemplo, as vezes que tocamos no mesmo evento que Skank, Detonautas, Biquini Cavadão, Pouca Vogal, etc. Também gostamos de lembrar do show de lançamento do nosso último disco, onde criamos um atmosfera diferente do que estamos acostumados e optamos por realiza-lo em um teatro.

Qual a história mais interessante aconteceu com a banda? E o caso mais engraçado?

Vishhh! São muitas viu! Já rimos muito por essa estrada afora mas vamos tentar resumir alguns acontecidos: Uma das histórias que mais nos lembramos só se tornou engraçada depois de passado o susto. Ainda morávamos em Diamantina nessa época e viemos até Belo Horizonte para buscar várias caixas com nossos cd’s que foram produzidos aqui. Porém estávamos num Palio velho e não esperávamos que ele fosse perder o freio descendo a contorno com a banda inteira dentro e os CDs que tínhamos acabado de pegar! Foi um susto, mas nosso amigo Godi que estava dirigindo conseguiu contornar a situação e parar o carro mesmo sem o freio, usando o motor e o freio de mão e a sorte de nenhum carro ficar na frente. Até aí tudo bem, se não fossemos parados pela polícia logo mais a frente numa blitz gigante onde tivemos que descer e mostrar tudo da banda pra que nos liberassem. No final deu tudo certo e estamos aqui rindo dessa história juntos.

Outra vez engraçada também, depois do acontecido, claro, foi quando fomos tocar em Capelinha/MG. Chegamos à cidade e deixamos as malas no hotel e logo fomos passar o som. Durante a passagem caiu o mundo numa chuva, cara! Até aí tudo bem, mas quando voltamos ao hotel, ferrou! Os quartos estavam alagados e todas as nossas roupas ensopadas! Não deu outra, né?! Todo mundo indo fazer show com as roupas molhadas!

Vocês tem feito muitos shows?

Felizmente estamos conseguindo rodar bastante com a “Funky You Tour”, o show desse projeto está bem animado e cheio de nuances interessantes, tendo assim uma boa aceitação pelo público.

O movimento Conexão Contagem Alternativa foi a solução encontrada pelas bandas de Contagem da década de 80/90 para colher melhores resultados. Vocês tem parcerias com outras bandas?

Claro! Sempre buscamos de alguma forma fazer parcerias com outras bandas, sendo participação em shows, gravações, parceria em eventos, estar presente nos novos movimentos ou simplesmente em juntar para tomar uma e conversar sobre música.

Dá pra viver de música ou vocês tem atividades paralelas?

Tem que dar né? hehe! V­­iemos para Belo Horizonte para isso e temos consciência de que podemos gerar renda de diversas formas com a música e não apenas no palco, como muitos podem pensar. Também sabemos que podemos construir uma carreira promissora e sólida como em qualquer outra profissão.

Como é a relação de vocês com a internet?

A internet é sem dúvida a nossa maior “parceira” em questão de divulgação e contato com o público. Principalmente para uma banda do nosso porte, que ainda não tem tanto suporte de outras grandes mídias como rádio e tv, a web é uma ferramente imprescindível e, por isso, aproveitamos ao máximo, estando presente em todas as plataformas e redes sociais, mantendo um contato bem próximo dos fãs.

Agora a palavra é toda sua! Solte o verbo e deixe seu recado!

Estamos muito na pilha e as expectativas para 2016 são as melhores possíveis e os planos já estão traçados! Só podemos dizer que vem coisa nova por aí e muita música! Para  as pessoas que acompanham nosso trabalho e principalmente para quem ainda não nos conhece, gostaríamos de convidá-los para conhecer bandas novas e movimentar o cenário do rock no Brasil e em Minas Gerais para cada vez mais se ouvir musica boa e nova. Para colar com o JACK BÓRIS é só nos procurar em qualquer rede, estamos ansiosos para conhecer vocês!

Site: http://www.jackboris.com.br/
Youtube: https://www.youtube.com/BandaJackBoris
Facebook: https://www.facebook.com/bandajackboris
Instagram: https://www.instagram.com/jackboris

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