Não se assuste! O Espigão é diferente, grande, superlativo e completamente novo!

“Gosto de música desde criança!” São as primeiras palavras do músico Frederico Delazari, guitarras, violões e vocais da banda Espigão em sua entrevista ao portal Conexão Contagem Alternativa. Influenciado pelos meus irmãos mais velhos que gostavam de rock e MPB, ele conta que aos 12 anos ganhou o primeiro violão de uma tia, “irmã do meu pai”. O Di’Giorgio 18 despertou nele e no irmão o interesse pelo instrumento e, com as “revistinhas” compradas em bancas ou emprestadas com primos e vizinhos, foram aprimorando os acordes e as batidas. Mais tarde, próximo dos 15 anos, com aulas de violão erudito, foi lapidando mais ainda as técnicas e principalmente o repertório. 

Nessa época já ouviam Nirvana, Metallica, Iron Maiden, Raul Seixas, Legião e a compra da primeira guitarra foi inevitável! Violão deixado lado, o gosto pelos solos e distorções falou mais alto e nunca mais parou. O hobby ficou mais sério quando foi convidado para substituir um guitarrista numa banda baile! Conta que foi “uma experiência sensacional” e outras bandas vieram, inclusive uma de samba rock chamada Quiproquó, com uma onda maravilhosa cheia de suingue, entre outras!

Após inúmeras experiências musicais das quais o guitarrista diz ter aproveitado o máximo ele se juntou à banda Espigão e nos deu esta entrevista virtual onde nos conta das delícias e travessuras de uma banda de rock autoral. Apertem os cintos que a viagem já vai começar!

Como nasceu o Espigão?

A banda nasceu em 90 junto com uma porrada de banda. Eu não fazia parte nessa época, somente Marcelo, Renato e Thiago (baixista hoje do pato fu e do Todos os Caetanos). O Espigão nasceu com a veia da música própria, tanto o Marcelo, o Thiago e outros amigos escreviam e transformavam os textos e poesias em músicas próprias. A banda tinha uma grande influencia do rock dos anos 80 tanto brasileiro quanto de fora!

O espigão nasceu da ideia de tocar por divertimento. Criávamos arranjos de músicas dos anos 80, 90 e tocávamos do nosso jeito. Ficava muito legal! Também o Marcelo e o Mauricio escreviam muito bem e era de costume um dos dois trazer uma letra para musicarmos, arranjarmos. Fomos apostando na nossa capacidade de fazermos música ao invés de somente rearranjarmos as dos outros. Com muita competência e ousadia fomos criando nossas músicas, que por sinal são ate legais.. heheheh.

A formação mudou muito desde o início?

Com essa formação voltamos em 2011 querendo fazer um som por diversão e divertimento, pra relembrar algumas coisas mais antigas e tocar rock’n roll, sem compromisso. Da formação anterior restou somente o baterista (Renato) e o vocalista (Marcelo). O Marcelo convidou a galera para reencontrar e fomos tocando. No meio do caminho mudamos o baixista, porque ele teve que sair. Colocamos o tecladista (Lucas) no lugar dele e chamamos um amigo para tocar os teclados (Mauricio). Foi uma mistura massa que deu certo e está ai até hoje.

Espigão? O que significa?

Queríamos um nome curto e que soasse legal. Nos anos 90 praticamente as bandas eram de nomes composto e não queríamos seguir essa linha. Procuramos nomes no livro de simbologia para ter uma ideia do que poderia vir e encontramos o nome: Espiga de trigo que significa prosperidade, fartura, abundancia. Na época o Marcelo achou massa a ideia, o significado, e colocou no aumentativo para dar uma ar de grandeza, de palavra definida, redonda… hehehe, mas pode imaginar o nome da forma que lhe for conveniente, isso também é legal!

Em que estilo a banda se encaixa?

Rock, acho que isso.

Quem é o chefe? 

Fazemos reuniões para tomar as decisões. Cada um se escuta e respeita as opiniões, são diálogos legais que rolam… mas na hora de bater o martelo, o Marcelão tem essa árdua missão.

Fale um pouco de suas influências musicais.

Temos influências de vários tipos de músicas. Bebemos da fonte da galera de 70, e do rock dos anos 80 tanto nacional quanto internacional. Influencia da música pop americana, da música popular brasileira, da música mineira… são muitas influencias. Cada um na banda gosta de músicas totalmente diferentes. Enquanto um gosta de Michael Jackson, outro já gosta de Slipknot, e assim vai.

E os ensaios? O pessoal leva a sério?

Temos ensaios duas vezes na semana. Quinta a noite e sábado na parte da tarde pra noite. Sempre rola uns atrasos, mas todos levam muito a serio, ainda mais pelo pouco que temos para nos encontrar.

É difícil fazem música autoral atualmente?

Reparando o cenário, não posso afirmar com certeza, mas a maior dificuldade encontrada é a forma de colocar as músicas na mídia (rádio/televisão), de ter uma vitrine maior para a música autoral. Eu acho isso.

E o processo de criação, divulgação, receptividade, etc?

Esse processo de criação é uma coisa linda. O Marcelo e o Maurício têm mais letras, escrevem bem, mas todos tem abertura para dar opinião nos instrumentos e forma dos arranjos. Cada um coloca sua ideia e tem pontos de vista interessantes. É uma construção legal, na maioria fazemos em grupo mesmo.

Quais as músicas o público mais pede?

A galera gosta muito da nova que é “Muito pouco tempo”, “Em algum lugar”, “Cinema Mudo”, “Diferente” e “Voltar pra mim” essas são as mais pedidas e mais cantadas.

Quais bandas e/ou artistas da cena local você destacaria?

A cena é grande e tem várias tribos diferentes. Conhecemos a banda Complexia, Cactos Polares, Incolor, Quase Solo, Verbo Vitrola, banda Salto Alto… são várias.

Sempre rola aquela polêmica de cover ou autora…

Tem espaço para todo mundo. O que tem que prevalecer é o respeito, acima de tudo.

Quais foram os shows mais legais?

Quando lançamos nosso CD A roda que move o mundo no Berimbau Circo Bar, foi lindo! Umas duzentas pessoas num domingo cantando e agitando com a gente. Foi uma energia linda! Teve o show de varginha, numa quinta feira e a praça do ET lotada. Também o Show do Helena Guerra, onde tocamos na quadra no dia D para toda a escola, foi muito massa! Tocamos a pouco tempo no Rio de Janeiro. Na sexta tocamos num pub underground pruma galera que curti rock mesmo, e foi foda! Foi muito massa! No sábado tocamos no festival de bandas autorais, clima maravilhoso, só banda foda! Foi sensacional! Todo show tem sua historia e sua peculiaridade, mas esses foram mais marcantes, até agora.

Deve haver muita história interessante nessa estrada, não é?

Cada show, ensaio, entrevista tem uma né?! Uma vez fomos participar de uma web tv  em BH e cada um foi no seu carro. Fui de carona com o baixista e estávamos com o GPS e reparei que o GPS estava mandando a gente pro lado do palmital, tínhamos que ir pro lado do Horto, São Geraldo… estava de noite e o tempo estava contado.. kkk… fomos parar dentro de uma favela e para piorar ele tentou subir um morro que era quase de 45 graus de inclinação. Kkk.. o Carro não aguentou subir, ficamos garrado no morro, porque ao descer ele tentou manobrar e fomos parar num barranco. Se ele viesse para trás poderia virar, porque ficou com o pneu dianteiro suspenso.. e so nos dois no carro. Foi tenso! Kkkk.. a galera da comunidade viu algo estranho e foi la ajudar a gente! Dois tiveram que subir no capô do carro para baixar o pneu para sairmos com o carro. Chegamos em cima da hora, mas deu tudo certo! Hoje ninguém quer pegar carona com o baixista! kkkk

E quantos aos shows? 

Temos feito em media 4 shows por mês. Um a cada semana. Mas depende muito do mês.

Sabemos que nunca foi fácil ser músico na RMBH, inclusive muito se fala sobre o “sufocamento cultural” que B.H. causa nas cidades adjacentes por conta de sua estrutura de mídia privilegiada. Como vocês veem essa questão?

Contagem investe muito em cultura em geral. Não temos um grande teatro, museus, salas de cinema, respiramos pouco a arte e cultura, historicamente somos uma cidade operária e damos pouco valor para a cultura. Mas aos poucos vamos mudando essa cena e dando mais credito para os artistas daqui. Acredito na mudança, mesmo sendo a passos de tartaruga. O que precisamos mesmo é de uma gestão cultural efetiva para alavancar a cena.

Nas décadas de 80/90, algumas bandas de Contagem  se uniram no movimento denominado Conexão Contagem Alternativa para trabalharem juntas. Vocês fazem algo nesse modelo?

Nós começamos no segundo semestre de 2015 a fazer o “Espigão convida” para estreitarmos os laços com outras bandas, tanto da RMBH quanto de outras cidades e estados. Já tocamos com bandas do Rio de Janeiro, Divinópolis, Beagá e pra 2016 vamos continuar a convidar as bandas autorais por aí.

Vocês são totalmente dedicados à música ou tem outras atividades profissionais?

Temos outras atividades fora da banda. Mas já sentimos a necessidade de investirmos mais tempo para a banda para alcançarmos outros objetivos e metas. Da pra viver só de música!

Quais os meios de divulgação do trabalho da banda?

Temos nosso site: bandaespigao.com.br onde você encontra tudo, fotos, músicas, release, vídeos, contatos, agenda… No site tem atalhos que direcionam pro Facebook, instagram, youtube.

Quais são suas as expectativas e novos projetos?

Em Janeiro começamos a produzir as músicas para o segundo CD. Vamos pro estúdio criar e malhar nas ideias. Vamos continuar com o “Espigão convida” e botando pra quebrar!

Certo! Agora solte o verbo e deixe seu recado! 

Acredito num 2016 melhor ainda que 2015, e temos muito trabalho pela frente! Comece ou continue acompanhando o Espigão, tem muitas novidades e muito rock’n roll vindo por ai! Acesse nossa pagina no Facebook, dê um like e fique por dentro do que rola nos bastidores e no que rola com a banda! Um abraço pra todo mundo e até o próximo show!

Vlw! #espigaonaarea


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