Renda-se à companhia do melhor suco de cerveja das redondezas! Grite alto: – Beerjuice! – Beerjuice! – Beerjuice!

Marcos Daniel, também conhecido como “Dan”, tem 28 anos, é Administrador de empresas, casado, amante da tecnologia e um músico apaixonado “por tudo o que ela traz e é capaz de realizar”, nos conta. Já há muito tempo labutando sobre as cordas e palhetas, ele conversou com o portal Conexão contagem Alternativa sobre seu mais recente projeto, Beerjuice. A banda, que desponta na cena rock da RMBH desde 2013, está prestes a lançar seu primeiro trabalho autoral.


Fale um pouco da história da banda e de quanto tempo ela está na estrada.

O Beerjuice surgiu em 2013, despretensioso. Mas isso foi só no primeiro ensaio, o projeto tomou corpo logo de cara, nítido, a nossa pegada e a sintonia natural que rolou naquele momento já foi o suficiente para que o “compromisso” estivesse formado. Daí em diante não paramos, foram muitos shows em 2013 e em 2014 mais ainda, com o Beerjuice
pegando estrada e atuando no interior de MG. Em 2015 continuamos no mesmo ritmo, estivemos em grandes casas de BH e interior. A cada dia fica melhor! Incrível como o entrosamento musical e, lógico, a amizade, crescem e se fortalecem com o tempo. Isso só traz coisas boas!!

Além da divertida tradução literal, o nome Beerjuice foi inspirado no filme de Tim Burton? Conte essa história.

Não foi, incrivelmente não (risos). Ele foi simplesmente a exemplificação de um gosto nosso em comum que é a cerveja. Bebemos como se fosse um suco, doce e refrescante (risos). É realmente um prazer! Acabou que pela pronuncia fazemos uns trocadilhos com o filme e em todos nossos shows pode se escutar o chamado do Beerjuice por três vezes, acontecem “coisas” nesse momento (risos)…

Quais são as maiores influências musicais da vocês?

O que definiu a linha do Beerjuice foram os anos 90. Nosso gosto pelas musicas e bandas da época foram decisivos, porém, todos nos passamos pela escola do Classic Rock, pode pedir que sempre sai!

Em qual estilo musical vocês se enquadrariam?

O Beerjuice é rock alternativo, com as influencias dos anos 90 e do Classic Rock.

Como são os ensaios? O pessoal encara como parte do show ou é obrigação?

É algo muito natural no Beerjuice mas tratamos com profissionalismo, pois é o que assegura a qualidade. Mas sempre tem aquela emoção por estar fazendo o que realmente gostamos e sempre com muito bom humor!!

Como você avalia a receptividade por parte do público?

Sensacional!! É muito prazeroso ver a moçada participando, a receptividade que estamos tendo e presenciando juntamente com vários nossos amigos músicos é inspiradora e o Beerjuice usa isso como combustível!

Vocês começaram como uma banda cover, certo? Há um projeto de se enveredarem em uma carreira autoral? Se sim, quais as maiores dificuldades haveria nessa transição?

Sim, foi criado como cover. Existe um projeto já em andamento para o trabalho autoral, atualmente estamos compondo e estruturando nossas musicas e já temos algumas gravações, em breve um Álbum. A transição para o autoral é algo que deve ser tratado com muita atenção, de perto. Hoje temos a internet como forte aliada, a divulgação do trabalho e todo o maketing podem ser realizadas por ela, mas as maiores dificuldades são as de encontrarmos lugares para apresentação do nosso trabalho ao vivo, uma vez que as casas de shows possuem uma política mais aceitável para o Cover, mas estamos vendo algumas casas nascendo e aderindo à proposta autoral, o que já da mais um animo!

Vocês se consideram uma banda de Contagem? Conhecem bem a cena musical local? Quais bandas e/ou artistas você poderia citar como cases de sucesso?

Nascemos em contagem, somos de contagem, somos mineiros! Conhecemos bem a cena musical da cidade e muitos amigos estão pelas mesmas estradas. Uma grande figura local é o Marcus Vinile, participante do programa FAMA, é um grande artista!!!

Muitos reclamam que a cena local não é e nem nunca foi muito favorável às bandas, o que vocês fazem para se destacar nesse contexto?

É tudo uma questão de incentivo, seja ele qual for e de onde vier, do governo, casas de shows e principalmente do publico. Estamos sempre buscando oportunidades e muitas vezes nos juntamos a outros artistas para promover algo em conjunto, o que por vezes viabiliza e facilita o desenvolvimento da cena musical local.

Como você vê a eterna disputa cover X autoral?

Momentânea. O cover é algo que aproxima por se tratarem de musicas já consagradas, já o autoral, no tempo certo, será algo grandioso e solicitado pelas pessoas que, ao acompanhar as bandas, vão naturalmente se interessar por elas, vão querer saber mais sobre sua história e sobre o seu som, é como eu disse, algo momentâneo, para o publico e para os artistas que, no seu intimo, já sentem a vontade e inspiração de criar!

Qual foi o show você acha que merece destaque?

Um show realizado no agora já extinto CCCP, uma das melhores casas de BH com ótima estrutura e muitas cervejas sensacionais. Apreciamos muito e a galera que estava no dia foi sensacional. Não sei quantos “BIS” e “Beerjuices” rolaram aquele dia” (risos)!

Qual a história mais interessante aconteceu com a banda?

Eu sou um cara alérgico a poeira… em um show realizado em Mariana, no quarto do hotel, nosso batera, o Luiz Guilherme, estava em um momento de empolgação e começou a bater nos colchões e travesseiros. Eu pedia a ele para parar porque as consequências poderiam ser terríveis. Ele me insultou e pagou o preço durante o show a cada espirro direcionado a ele e a seus brilhantes pratos. O mais legal foi o pedido de desculpas dele durante a execução da musica, dava pra ver o arrependimento estampado no rosto (gargalhadas)!

Vocês tem feito muitos shows?

Muitos, esse ano de 2015 foi grandioso para o Beerjuice.

E as casas e produtores, como é o contato com quem contrata?

Estamos em constante busca e utilizamos muito as ferramentas das mídias sociais. Pelo que percebemos, existe muita demanda na área mas o cenário que as casas de shows vêm passando não difere muito o cenário do nosso Brasil, isso dificulta um pouco mas nem por isso vamos desistir!!

Num tempo onde não havia Internet e nem as facilidades atuais no que tange à divulgação e aos contatos, o final dos anos 80, o movimento Conexão Contagem Alternativa representou uma luz no fim do túnel para algumas bandas da cena rock daquela época. Você acha que este modelo é viável hoje em dia? Ou seja, é possível parcerias com outras bandas ou é só concorrência?

Claro, a premissa da união faz a força é valida e real, o que o CCA fez nos anos 80 agora esta no formato 2.0 (risos). É o tipo de meio pelo qual as bandas podem ganhar mais visibilidade.

E o processo de divulgação? Quais mídias utilizam? A Internet é o melhor caminho ou vocês veem e usam outras possibilidades?

Além dos shows propriamente dito, Internet 99,9%.

Vocês tem outras atividades além da música ou vocês só “mexem” com música e “não trabalham”?

Costumamos dizer que nosso real sonho é o de viver de música, estamos trabalhando pra isso (risos). Na turma temos Engenheiros, Publicitário e Administrador.

Quais são suas as expectativas para 2016 e quais os novos projetos?

A expectativa é a de melhorar mais o que já existe. Lançar nosso primeiro álbum, e claro, muitos e muitos shows, que são o nosso grande motivador!!

Certo. Agora a palavra é toda sua! Solte o verbo e deixe seu recado! Uma mensagem para pessoas que acompanham o trabalho de vocês.

Nosso trabalho esta evoluindo constantemente e em breve nosso primeiro álbum será lançado. Podem esperar por musicas vivas e que vão fazer as pessoas sentirem assim. É muito bom saber que já tem uma galera ansiosa pra ver nosso trabalho e quem nos acompanham pode ter certeza de que vem muito mais por ai!!


Veja Mais sobre a banda aqui.

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