Primeira edição do Arena do Rock prova que ainda existe esperança

Será que vai chover? Essa era só umas das muitas perguntas que se podia fazer num domingo nublado de janeiro, às 8:00 roras da manhã, quando se tem um festival de bandas pela frente no dia. “Não é fácil tirar o povo da cama!”, reclama, com razão, o coração de quem se aventura a produzir um evento assim. O primeiro Arena do Rock aconteceu neste domingo, 24 de janeiro, com público crescente durante todo o dia. Começou tímido, com alguns poucos pais que se aventuraram a acompanhar as férias de seus filhos no belíssimo Parque Ecológico Lagoa do Nado no bairro Itapoã em belo Horizonte, mas o público foi tomando corpo e ocupou a arena local com centenas de fãs das guitarras a espera das bandas que se revezariam no palco.

Cristiano Costa começou os trabalhos com seu violão e seu repertório pop/rock infalível. O público cantou junto velhos sucessos nacionais e internacionais. A atração seguinte foi Trinta Acústico, músico com performance impecável em sucessos de Bob Dylan, Johnny Cash, Pink Floyd e outros diversos monstros da cena internacional.  O elétrico Bruno Coimbra veio logo após interpretando covers e músicas autorias, convocando o público a cantar e se mostrar, além de ensinar a todos como rodar um chapéu e explicando que músico também come e trabalha, inclusive, com música.

Acabadas as apresentações solo, sobe ao palco uma das mais originais atraçoes do dia, a banda Os Mula Preta. Os caras mandaram muito bem seu repertório autoral, empolgando o público com uma pegada típica de bandas que sabem o que estão fazendo no palco, com muita originalidade. A banda Umbrella, de Ouro Branco,  veio em seguida, surpreendendo pela pouca idade e muito som. Mandaram de Creedence A Raul e deixaram o palco com o público totalmente preparado para receber a banda seguinte: Legionários-BH – Legião Urbana Tributo, o que, infelizmente, acabou não acontecendo por causa da chuva que chegou no intervalo entre as duas bandas. Uma pena! A SOMDI2, que encerraria o evento, também não se apresentou pelo mesmo motivo, infelizmente!

Vários foram os méritos desse primeiro Arena do Rock, que disputou o dia com o sono, com a chuva e com vários outros eventos naturais ou não, por exemplo, o Festival Cidade Viva, ocorrido no viaduto Santa Teresa, também em Belo Horizonte. Entre os pontos a serem mais bem elaborados estão uma melhor estratégia de divulgação de horários, de armazenamento dos alimentos arrecadados e da sintonia com as bandas (alguns nomes foram divulgados errados ou sem muita certeza durante a locução). Nada que desabone uma excelente iniciativa em prol do rock’n’roll que, como foi dito várias vezes durante o dia, citando Adriano Dolabela, é pra quem merece! Que venham os próximos!

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