Ato Rebys

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A banda Face Oculta foi formada no dia 07 de setembro de 1989, no bairro Amazonas (Contagem/MG), por Renato Pimenta (Guitarra e voz) e André Fulgêncio (teclados), passando por algumas alterações em sua formação entre trios e quartetos. Entre os integrantes da banda estiveram também o baterista Fabrício Carvalho, Tião Baeta (guitarra solo, ex Tráfico de Gens) e o baixista Roni. Cláudio Ato (baixo), Joel Santos (bateria) e Erick Sitwell (guitarra e vocais) completam a lista de músicos que se firmaram na Ato Rebys, nome que substituiu o antigo, Face Oculta, por existência de outra grupo de mesmo nome. Essa alteração ocorreu em março de 1990 e foi justificada da seguinte forma na época:

Porque o nome?
Tiraram nossa antiga fantasia.
Que antiga fantasia?
A de ocultar-se por trás da face.

O primeiro show da banda foi no aniversário da Cia. de Gincana Erro de Parto, madrinha do grupo, no dia 27 de outubro de 1989. A partir do segundo show, a Face Oculta já fazia parta da Conexão Contagem Alternativa. No repertório, canções autorais que falavam de amores e das mazelas dos anos 80 pelo país, além de releituras de clássicos do rock nacional.

Entre as canções autorais que levantavam a galera nos shows estão Crianças, Mil Perdões às Autoridades, Cura do Nada, Ambição, Passageiro sem Missão, Anos Indecisos, Palavra, Manhatan Blue e Homens Pensantes. A primeira, Crianças, letra de Renato Pimenta, fala da crise do menor nas ruas. Mil Perdões às Autoridades discute a abordagem policial. Cura do Nada, lembra o Vietnã e as guerras científicas, todos temas muito pertinentes e gritantes no auge da banda.

Entre os materiais resgatados da banda estão seu estatuto e vários dos cartazes dos eventos dos quais participaram, verdadeiras relíquias da memória cultural do rock de Contagem. O parágrafo VIII deste documento histórico reflete muito bem a ideologia e os shows daqueles impávidos adolescentes do anos 80, leia o trecho:

“A Face Oculta e seus integrantes juram honrar suas criatividades e não usar a música como um artifício financeiro”

Num texto repleto de juventude e sonhos, a banda se caracteriza como um ato de rebeldia à hipocrisia burguesa num país subdesenvolvido. A música e a emoção em primeiro lugar.

A formação mais conhecida da “Ato” contou com Renato Pimenta nos vocais e na guitarra base, Érick Sitweel na guitarra solo e vocais, Joel Santos na bateria e Cláudio Ato no contrabaixo.

OBS: Na maioria do material pesquisado pelo portal CCA a grafia do nome constava Ato Rebys. Alguns, no entanto traziam o nome como Ato Rebis.